Qualquer bosta


Na última sexta-feira, o Iesb trouxe Samuel Graham-Felsen, o blogueiro da campanha do Obama, para uma palestra aqui em Brasília.

Quando cheguei, logo me deparei com um auditório lotado e muita expectativa no ar. E, apesar da meia hora de atraso, estava muito bem organizado, com direito a perguntas moderadas e tradução simultânea.

Sam Graham-Felsen, que é mais menino do que eu esperava, falou por uma hora sem parar, sempre mostrando vídeos e alguns momentos-chave da campanha do Obama.

Ele discorreu sobre algumas questões centrais na campanha e abaixo segue um resumo do que foi falado.

Youtube

-Sua grande diferença em relação aos comerciais de TV é a forma como interagem com o espectador. Na televisão, os comerciais interrompem o lazer e podem acabar irritando as pessoas. Já no Youtube, as pessoas procuram por um vídeo, optam por vê-lo, então são mais receptivas ao seu conteúdo.

-Os vídeos de Youtube ainda têm a vantagem de chegarem ao espectador como uma indicação de um amigo, familiar, professor, que compartilham com outros esse conteúdo.

Conteúdo

-Segundo ele, “Content is the glue that holds the campaign together”.

-Na campanha, uma grande preocupação sempre foi a transparência de todas as ações e gastos feitos. Então eles sempre informavam o público e, especialmente, seus “supporters” sobre isso.

-Eles dividiram todo o conteúdo das propostas do Obama por tema e repassaram isso pontualmente às pessoas. O objetivo era facilitar o entendimento, já que as pessoas não receberiam todo esse conteúdo de uma vez. Eles fizeram, por exemplo, vídeo somente sobre a questão da saúde, outro sobre raça, etc.

-Para não ficar chato e repetitivo, eles tornaram o conteúdo divertido. Um exemplo foi o vídeo de Halloween que eles utilizaram a voz do McCain falando mal do Obama em um “filme de terror”. Os principais virais da campanha vieram daí.

-Normalmente vídeos produzidos para Internet devem ser curtos, mas há exceções. O vídeo mais popular de toda a campanha do Obama foi um vídeo de 37 minutos. Em um certo evento, ele fez um discurso sobre raça e isso foi colocado na Internet e visto mais de 7,5 milhões de vezes.

-Outra forma de se aproximar ainda mais do público foi utilizar conteúdo gerado por ele. O famoso cartaz “Hope” com a imagem do Obama foi criado por um artista sem nenhuma ligação com a campanha. Mas depois de ver a peça, a equipe do Obama decidiu incorporá-la à campanha.

Cartaz

O vídeo “Yes, we can” com várias celebridades repetindo discursos do Obama também foi criado informalmente pelo artista will.i.am e acabou virando parte da campanha posteriormente. Michele Obama gostou tanto do vídeo, que esse conteúdo foi enviado por e-mail em seu nome para os “supporters” da campanha. Foi uma ação de sucesso. O público adorou. O click-through chegou a 150%, o que é um número altíssimo.

Comparação entre as Mídias Tradicionais e as Novas Mídias

comparativo - tabela 1

Proximidade do público

A campanha sempre teve como objetivo ser bastante próxima do público, ter menos barreiras. Eles organizaram um jantar com o Obama para todas as pessoas que quisessem doar qualquer valor à campanha, mesmo que fosse 5 dólares. Esse jantar pretendia ser um momento que as pessoas aproveitassem e não um momento aproveitado pela campanha.

Como conseguir 13 milhões de endereços de e-mail?

-Eles fizeram ação SMS sorteando 2 lugares na primeira fileira do jantar com o Obama.

-Contactaram o pública via redes sociais.

-Utilizaram a estratégia “Fale para um amigo”.

-Publicidade online: Eles começaram a campanha com uma verba muito restrita destinada à mídia online. À medida que eles foram mostrando a eficiência dos anúncios feitos, com resultado mensurados, a verba foi aumentando. No dia das eleições, a campanha do Obama tinha mais publicidade na Internet do que qualquer outra empresa americana, como ele disse, “mais do que a Toyota”. E os sites a que as pessoas eram direcionadas eram especiais, sobre temas específicos e voltados para cada um dos públicos.

-Google Analytics: O site do Obama teve todos os seus itens testados, desde as cores dos botões, como “frases-call to action” com ou sem ponto de exclamação, tudo. Para chegar a um modelo ideal.

Money

-2/3 de todo o dinheiro arrecadado para a campanha do Obama vieram da Internet. Foram 500 milhões de dólares em doação online.

Mobilização

-O grande objetivo de toda a campanha era fazer com que as pessoas fizessem sua própria campanha, era “empower the rassroots organizers”.

-O papel das mídias sociais é facilitar o contato, mas não é o ponto principal.

-Pessoas foram estimuladas a fazerem suas próprias ações para a campanha junto a seus contatos. As pessoas “agiam” porque acreditavam naquelas mudanças e passavam isso para seus amigos e familiares e não a mensagem do Obama.

-A campanha deu as ferramentas para esses “grassroots roganizers” e não o conteúdo.

The Alliance for Youth Movements

-Atualmente o Sam Graham-Felsen não trabalha mais com o Obama. Ele participa dessa aliança para empoderar jovens a criarem seu próprio movimento usando o meio digital principalmente.

O site é: www.movements.org

Eles têm três objetivos:

-Identificação: Encontrar tendências e novas ferramentas.

-Conexão: Fazer a ligação entre ativistas e líderes, além de mostrar “melhores usos” de tecnologias.

-Suporte: Mostrar boas práticas, fazer o papel de consultor para esse público e mostrar estudos de caso.

Para mais informação, sigam Sam Graham-Felsen no Twitter: @samgf

Marina Por sol 01 baixa crop 1 - Marina Por sol 01 baixa crop 1

A vista do lago Paranoá pode ser esclarecedora, mas existe muito mais entre céu e lago do que pode imaginar nossa vã consciência. E quem diria que aa beira lago a Radiola seria a sintona para um romance? Mais que um romance, um triângulo amoroso entre Odebrecht, Antares e Radiola. E tudo teve início quando as duas primeiras abriram uma concorrência em Brasília. Foi paixão a primeira vista. A Radiola só tinha uma coisa em mente. Ela trabalhou, fez charme, se arrumou, pensou no que dizer, deu frio na barriga e enfim conseguiu chegar e falar tudo que tinha para dizer. Foi irresistível e, desde então, o caso de amor segue em ritmo apaixonado.
O talento desafia a lógica. Sendo uma empresa jovem ( na idade e no espírito ) a Radiola conseguiu estar a frente de seus veteranos e surpreender os incrédulos ganhando a concorrência da Odebrecht e Antares. Quem imagina que entre o lago e o imenso céu de Brasília estaria a consagração, e prova, da Radiola como uma agência top of mind que está preparada para encarar grandes contas e ultrapassar os próprios limites.
O ano é jovem mas aqui trablhamos como se ele fosse velho, velho. Entre reforma, concorrências, saídas e contratações, os dois primeiros meses já ditaram o ritmo do ano: cheio de trabalho, conquistas e desafios. Que seja assim. A gente se limita a estufar o peito e dizer: estamos preparados, que caia o job! Uhul!

Como já era sabido e conhecido, a famigerada reforma radiolense é de fato real. Muita poeira, martelos, tijolos e quase nenhuma parede. O projeto ambicioso de juntar as três salas do bloco D na comercial da 112 é uma solução para o crescimento da nossa querida agência.
Paradise deixa de ser nômade. A favela é aqui, e agência ainda ganha salas de reunião.
Como o bom da reforma é ver a destruição e sentir o cheiro de cimento, aí vai uma prévia do que acontece na fábrica de sonhos, onde tudo entra em sintonia:

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Estrelando Tião João e muita poeira

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( para ver a imagem maior, é só clicar nelas!)

Alice no País das Maravilhas é um livro infantil que todo adulto gosta de ler. Supostamente cheio de recadinhos subliminares e referências a outros escritores da época, a história ganha cara nova cada vez que é lida ( geralmente isso acontece com qualquer livro, mas Alice tem um quê que brinca com a inocência fantástica e a malícia adulta ).
Ele foi o romance que começou com essa história de Surrealismo ( ô! e como ). Alice cai na toca do coelho e viaja por um mundo fantástico. Cresce, diminui, foge, delira e acorda.

alice livro 1 2 3 - alice livro 1 2 3
Todos conhecem a história, mas bom mesmo é ler o livro, e se falta um pouco de tesão para isso, a Cosac Naify lançou uma edição especial que faz qualquer um cair em tentação: ele vem dentro de uma “caixa de baralho” e ilustrações de Luiz Zerbini ( todas com cenários feitos de cartas de baralho e fotografadas com iluminação teatral ). É o conjunto perfeito: bonito e com conteúdo, não é todo dia que se encontra algo assim!
Esse foi o romance inglês que mais foi reproduzido: em 1903, mudo por Cecil Hepworth; em 1951, animado pela Disney; e agora em 2010, ansiosamente esperado bizarro pelo Tim Burton. E só para já deixar na vontade, o trailer:

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Sabe aquele trompetista que fez pouca coisa pelo jazz? Um que nasceu em família rica e tinha a personalidade tão marcante ( e problemática ) quanto seu talento? Pois é, agora esse tal Miles, que em 20 anos conseguiu balançar o jazz nada menos que 3 vezes, tem um pack mais que completo: são 70 CD’s e DVD’s com todas (todas!) as gravações feitas pela Columbia. Mais que isso, as capas dos CD’s são as mesmas que ilustravam os queridos bolachões. E para completar, ainda tem uma gravação inédita de uma performance do Quinteto Miles em alguma cidade da Europa e 1967. ( única apresentação do grupo comercializada até agora)
Esse post segue a iniciativa da Fê de belas sugestões para um presente de Natal. E para ter Miles Davis todinho na sua casa, você só precisa desembolsar 350 doletas. Mas pensa bem, é tudo: todas as gravações, capas originais, um ensaio biográfico feito por Frederic Goaty, anotações de cada álbum e DVD escritas por Franck Bergerot, fotografias raras, notas da produção discográfica e um índice completo das músicas ( inclusive, 4 CD’s são de músicas inéditas e faixas especiais).
Bom, se você precisa de um argumento para justificar essa compra e ficar em paz consigo mesmo depois de desembolsar uma grana com os ultrapasssados CD’s, cada um deles sairia por aproximadamente 5 doletas. Vai, bem razoável.

Para quem quiser ler um pouco mais do músico, a Piauí tem um texto que conta a importância dele no jazz e um pouco da sua vida. É aqui.

Só para dar uma preza:

Essa animação demorou 40 anos para nascer. Em 1969, um menino e fã conseguiu chegar ao quarto de John Lennon e convencê-lo a dar uma entrevista. Hoje, o menino tem 54 anos e tornou-se um produtor de cinema. Hoje, ele produziu uma animação que acompanha aquela entrevista de anos atrás. Que bom que ontem ele persistiu na entrevista. Aliás, até hoje. E o resultado é alguma coisa de muito bom.

A narrativa visual acompanha a narrativa de Lennon de forma perfeita completando uma das melhores referências que eu já vi. Uma forma de ilustrar uma entrevista, de contextualizar uma fala e de criar uma animação com um bom, diria ótimo, motivo. Não é a toa que o vídeo, batizado de “I met the Walrus”, foi indicado para o Oscar de melhor curta de animação.

Bom, vale a pena dar uma, ou várias, olhadelas no vídeo. É realmente muito bom.

O roteiro visual foi escrito Josh Raskin ( Diretor ) e animada por Alex Kurina.

Esse ano, faz 50 anos que o nosso maior mestre maestro e compositor morreu. Foi ele Villa-Lobos. Longe da arrogância de Neschling, o autor daquela fiel e pontual música da voz do Brasil ( O Guarani), era tão gentil quanto genial. Uma matemática rara, mas (muitíssimo) eficiente.
Bom, para quem não sabe, ele nasceu no Rio, participou da semana de arte moderna de 22, fez muito sucesso no exterior, foi maestro, compositor, melodidista e orquestrador, fez músicas para a elite partindo do popular e, afinal, deu uma identidade à música verde-amarela. Ufa! E tudo isso em uma vida só.
Para mim, algumas de suas obras mais bonitas são aquelas para o violão. Seja o choro, prelúdio ou só um estudo. É a mistura maestral de uma linguagem bem brasileira para nossa música (às vezes ele usava até o piar dos pássaros em algumas de suas composições). Certeza, ele encontrou a sintonia.

(Algumas boas interpretações da boa música de Villa-Lobos)

Tubirio Santos - Choro número 1

Raphael Rabelo - Estudo nº 1

John Williams - Prelúdio nº 4

E a mãe dele queria que ele fosse médico. Imagina, quem diria que as mães poderiam errar!?

Picture 6 - Picture 6

Atitude hipócrita a dos jovens paulistas que não se importaram em humilhar uma aluna. Esteja ela nua, seja ela quem for. A crítica destrutiva parece uma maneira fácil de se sentir melhor que os outros: discriminar a roupa, julgar o cabelo, o salto, a maneira de andar. Meia dúzia de coisas que não faz ninguém melhor que qualquer outra pessoa. Mania imunda da classe média brasileira de enfiar o dedo na cara dos outros.
A roupa da estudante talvez não fosse adequada, mas a discussão é outra.

É complicado ver uma atitude assim. Somos o que vestimos. Somos o que consumimos, aquilo que temos, e aquilo que escolhemos não ter. Será que é só isso? A publicidade tem essa magia de vender o desejo para as pessoas, mas até que ponto uns pequenos trogloditas conseguem levar isso ao extremo? As marcas hoje se preocupam tanto em agregar valores intangíveis aos seus produtos, construir um universo imaginário, melhorar, conscientizar… daí, vemos que na verdade o pessoal gosta mesmo é de resumir o que vê somente à embalagem. Não estamos mais na época de comprar um produto pelo embrulho mais bonito. É mais que isso, é social, é interativo, é engajado. Aquilo que vem em volta, cobrindo muito, ou muito pouco, é só um pedacinho da personalidade.
Me deu um pouco raiva ler a notícia. Aqui na agência, todos ficaram chocados com o que aconteceu.
Portanto:
Um “foda-se” para esses alunos vazios e babacas que humilharam a aluna. E um “foda-se” duplo para aqueles que não encabeçaram, mas entraram na onda “de agito” e acharam divertido diminuir alguém.

p.s- para completar o circo, a universidade expulsou a menina. ( verdade! olha aqui e aqui o comunicado da universidade) Isso parece um atestado de apoio à atitude fascista dos alunos que perseguiram o vestido. Quero ver o nome de quem xingou a estudante na mídia também. Quem tem coragem de colocar a cabeça para jogo e assumir o que fez naquele dia? Simples é estar no meio da multidão, onde é fácil se esconder e ser só mais um.
Se quiser ler mais, aqui a folha chamou até uma socióloga feminista para colcoar lenha na fogueira. E amanhna tem mais, pq as feministas marcaram um protesto em frente à faculdade hoje.

vertov - vertov

Começa amanhã o Festival Internacional de Cinema de Brasília. Internacional, cinema, filmes inéditos, pseudo-cults, pipoca e precinho honesto. Ótimo programa para acompanhar as noites chuvosas de Brasília, e até as menos chuvosas ( e se uma noite pudesse ser ensolarada, o FIC continuaria sendo uma boa opção.)
O festival brasiliense é um dos eventos mais esperados da agenda cultural da cidade. Nos últimos anos talvez os curadores tenham errado na mão, mas em 2009, aniversário de 10 anos do festival, parece que as mostras estão bem consolidadas: tem filme francês, esse ano é aquele tal da França no Brasil, tem filme sul coreano de graça ( sabe-se lá por que, bom é aproveitar ) e tem a mosta competitiva com curtas e longas. A programação está no site
Alguns dos destaques: o filme do Lula, que vai estrear aqui em Brasília antes de entrar em circuito ano que vem; um documentário sobre o Mike Tyson que mostra, por paradoxo, um ensaio sobre a fraqueza do homem forte; e Viajo por que preciso, volto por que te amo com o Sertão ( ambiente ímpar para certas histórias, que o diga Guimarães Rosa) como personagem principal. Foram alguns que eu já algo a respeito. Não que os outros não sejam tão bons ou mais importantes. Se a dica não for boa, não é culpa minha. Sempre vale a pena ir ao cinema, filme é aquele tipo de coisa que tem que ser vivida, por mais que seja uma vivência meio sem graça.
Esses festivais podem ser recheados de pseudo-cults e filmes incompreensíveis, mas é bom ficar de olho. Às vezes aparece um Tarantino com cães de aluguel e você pode se gabar uns anos depois de ter visto o cara no Festival De São Paulo. Imagina. Então, se quiser cumprir a cota cultural da semana, fica a dica.

robos - robos
A maioria da população não saberia diferenciar ciborgues de andróides. Eu, na minha doce ignorância, até jurava que os dois eram a mesma coisa. Para mim, não passavam de um termo geek-científico para rechear os filmes de ficção científica e tudo não passava de robôs diferenciados. Seria como encontrar a diferença entre mandioca e macaxeira, mas, como Radiola é cultura, descobri que não é bem assim.
Pois bem, a pergunta surgiu hoje aqui na agência. Milhão, aquele que sempre pergunta detalhes de qualquer feira, aproveitou o silêncio e jogou a dúvida: “Alguém aí sabe a diferença entre ciborgues e andróides?”. A maior parte dos integrantes da sala se entreolhou sem saber o que dizer. ” Que porra de pergunta é essa? Pode terminar a piada”. Vendo que ninguém acreditou na pergunta, ele reforçou sua questão: “É sério!”. Essa foi a deixa para a ala geek da agência mostrar seu esplendor: Com a resposta na ponta da língua , Nivas respondeu em termos quase científicos a diferença e retirou, depois de uma surra, o cinturão de nerd do Marcílio. ( Aguardamos ansiosamente a revanche recheada de informações cult-modernas-cibernéticas).
Bom, o pomo da discórdia dizia o seguinte:
O andróide é um robô feito à imagem humana, e o ciborgue é um organismo vivo com algum tipo de mecanismo cibernético ( só precisa ter um chip.) Como observou a Aninha, isso faz do nosso querido Roberto Carlos e sua perna mecânica um ciborgue. (MeoDeos)
Ou seja, eles já estão entre nós. cuidado. Muito cuidado sempre.

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